
Miguel Arraes, nascido no Araripe em 15 de dezembro de 1916, foi uma peça marcante na época da Ditadura e no desenvolvimento do Nordeste. Escolhi desenvolver neste texto, a sua atuação na Ditadura.
A princípio, Arraes se encontrava em seu escritório, no Palácio das Princesas, quando ocorreu o tão esperado Golpe Militar (para alguns). Os militares que ali invadiram a sala, propuseram-no a escolha entre: seder o golpe, ou seja, renunciar; ou não e ser exilado e provavelmente torturado. A escolha de Miguel foi curta e bem "dizida": "Meu povo me pôs aqui, e só o meu povo me tira!". Após isso, ele foi imediatamente mandado para o exílio lá em Fernando de Noronha, onde permaneceu por 11meses. Ele foi condenado pelo que se chamou de crime de "subversão". - Essa expressão eu havia citado o significado anteriormente no texto sobre a Ditadura (O Golpe de 64).
Em Fernando de Noronha, as tentativas de assassiná-lo eram constantes. Os militares, lá, ofereciam a Arraes uma saída para um mergulho no mar ou algo assim, para que assim que saísse, pudessem atirar nele e afirmar que foi uma tentativa de fulga.
As torturas não eram físicas, mas psicológicas. Ameaças eram feitas se referindo a família.
Após a prisão em Fernando de Noronha e no Rio de Janeiro, em 1965, Miguel Arraes se exilou com sua esposa, Magdalena, para a Argélia, que foi o único país que o acolheu. Viveu lá durante 14 anos.
Com a anistia, em 1979, Miguel retorna ao Brasil, e ainda atuou politicamente. E desde então, estabeleceu-se em Recife com sua família até o dia de sua morte, em 12 de agosto de 2005.

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