quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Festival de Músicas e Artes de Woodstock




O Festival de Música e Artes de Woodstock foi o mais importante festival de música de sua época. Foi realizado em uma fazenda em Bethel, Nova Iorque, durante os dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969 e, embora tenha sido projetado para 50 000 pessoas, mais de 400 mil compareceram, a maioria das quais não pagaram o ingresso.
Participaram mais uma vez do evento artistas ligados a diversos estilos musicais que de alguma forma se relacionavam com as propostas do movimento hippie: o folk, com seu pacifismo e sua contundente crítica social, o rock, com sua contestação ao conservadorismo dos valores tradicionais, o blues, com sua melancolia que havia décadas já mostrava as contradições da sociedade norte-americana, a cítara de Ravi Shankar, representando a presença marcante da influência oriental na contracultura, entre outros.
Todo o evento provocou uma grande balbúrdia, com rodovias congestionadas e Bethel sendo ocasionalmente considerada "área de calamidade pública". O Festival de Woodstock representou um marco no movimento de contracultura dos anos 60, e foi o auge da era hippie. Para alguns, não foi somente o auge, mas também o fim do movimento, ou o início do fim. O que surgiu como contracultura, ou seja, como oposição à cultura de massas, ao estabelecido, ganhou tanta visibilidade que acabou por se tornar a cultura hegemônica entre a juventude ocidental, perdendo a essência contestatória que levava consigo para se incorporar à sociedade de consumo.

Miguel Arraes - O Mito



Miguel Arraes, nascido no Araripe em 15 de dezembro de 1916, foi uma peça marcante na época da Ditadura e no desenvolvimento do Nordeste. Escolhi desenvolver neste texto, a sua atuação na Ditadura.

A princípio, Arraes se encontrava em seu escritório, no Palácio das Princesas, quando ocorreu o tão esperado Golpe Militar (para alguns). Os militares que ali invadiram a sala, propuseram-no a escolha entre: seder o golpe, ou seja, renunciar; ou não e ser exilado e provavelmente torturado. A escolha de Miguel foi curta e bem "dizida": "Meu povo me pôs aqui, e só o meu povo me tira!". Após isso, ele foi imediatamente mandado para o exílio lá em Fernando de Noronha, onde permaneceu por 11meses. Ele foi condenado pelo que se chamou de crime de "subversão". - Essa expressão eu havia citado o significado anteriormente no texto sobre a Ditadura (O Golpe de 64).

Em Fernando de Noronha, as tentativas de assassiná-lo eram constantes. Os militares, lá, ofereciam a Arraes uma saída para um mergulho no mar ou algo assim, para que assim que saísse, pudessem atirar nele e afirmar que foi uma tentativa de fulga.
As torturas não eram físicas, mas psicológicas. Ameaças eram feitas se referindo a família.

Após a prisão em Fernando de Noronha e no Rio de Janeiro, em 1965, Miguel Arraes se exilou com sua esposa, Magdalena, para a Argélia, que foi o único país que o acolheu. Viveu lá durante 14 anos.

Com a anistia, em 1979, Miguel retorna ao Brasil, e ainda atuou politicamente. E desde então, estabeleceu-se em Recife com sua família até o dia de sua morte, em 12 de agosto de 2005.

The Beatles


Os Beatles inegavelmente tiveram uma importância cultural enorme nos anos 60 até hoje. Uma das bandas que representava o psicodelismo da época do movimento hippie com álbuns como Yellow Submarine e o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (considerando um marco no rock psicodélico, e na música em geral), e que influenciou várias vertentes do rock, com músicas como Helter Skelter (considerada por alguns a percussora do que viria a se chamar Heavy Metal), passando pelo mais alto do experimental com Revolution 9, toda feita apartir de colagens e experiência de sons, mas sem deixar de criar baladas de amor como Hey Jude, e clássicos como Yesterday e Something, que fizeram até Frank Sinatra se render ao rock'n roll. A música sempre esteve associada com os processos históricos culturais, e não há como falar de anos 60 sem falar de John, Paul, Ringo e George, os quatro rapazes de Liverpool que passaram de uma simples sensação pop para um grupo que sempre será lembrado, e que inegavelmente contribuíram muito para a música que ouvimos hoje.
Mas o melhor de tudo é olhar para mim e para os meus amigos, que nasceram bem depois da morte de John Lennon, e ver que os Beatles ainda hoje fazem parte da vida de muitos de nós. Ver as bandas que hoje em dia só se preocupam em fazer sucesso comercial, e que desaparecem rapidamente e olhar para uma banda dos anos 60 que ainda deixa muitos fanáticos passando horas na internet, ou lendo livros e revistas para saber um pouco mais. Ouvir música dos Beatles e as reconhecer como músicas que você ja tinha ouvido por vários outros artistas nacionais e internacionais, que so contribuem para perceber ainda mais a influência que os Fab Four tem na música contemporânea. Um sucesso que transcende a barreira do tempo, e que não tem um fórmula pronta. É inexplicável.

O Golpe de 64



O Regime Militar foi marcado pela sua política considerada extremamente violenta e pela repressão que se fazia sobre a população impedindo a liberdade de expressão. Contarei como esse golpe foi implantado aqui no Brasil:

Por volta dos anos 60 o nosso país estava passando por uma grande crise pois a economia crescia pouco e a inflação aumentava. Quem se encontrava no poder, era João Goulart, e a única solução mais prudente e imediata era se implantar as Reformas de Base; essas reformas se fundamentavam em estender os benefícios para a população mais carente. Com isso, a burguesia se sentiu ameaçada, empresários e banqueiros estavam assustados com as greves dos trabalhadores e Jango(João Goulart) era acusado por não conseguir controlar a corrupção e nem a "baderna comunista". Parte da população, me refiro aos capitalistas da época, se voltaram contra Jango, e passaram a apoiar a militaria para subir ao poder.

A Doutrina de Segurança Nacional que foi criada por militares do governo norte-americano, chegou aqui nas escolas da militância. Portanto, nessas escolas, se trazia a ideologia capitalista norte-americana. Então todos os militares brasileiros passavam a crer que os comunistas aqui, eram manipulados pelos comunistas fiéis a Moscou. Enfim, estava tudo conspirando para que ocorresse o Golpe Militar. E para piorar a situação, o Governador da Guanabara rebelou-se contra o governo federal.

Até que no dia 31 de março de 1964 o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, juntamente com Magalhães Pinto (governador de Minas Gerais) e Ademar Barros (governador de São Paulo) foram acompanhados pelos generais que ordenaram o deslocamento das tropas para ocuparem pontos estratégicos do país. Jango, nada poderia fazer pois quase não tinha militares para combatê-los, a saída para ele então, foi o exílio no estrangeiro e levou consigo milhares de brasileiros.

A idéia dos militares, era que após assumir o poder seria impedida a "subversão comunista", ou seja, esse termo refere-se aos comunistas idealizados pelos militares (como já se foi citado num dos parágrafos acima). Além disso, queriam tranformar o país em uma grande potência capitalista. Após o Golpe ocorrido aqui, a América Latina sofreu seguidos outros golpes militares e todos com os mesmos motivos: impedir a mobilização popular e controlar a ameaça socialista.

OBS: A anistia aqui no Brasil ocorreu em 1979 e o fim da Ditadura se deu em 1985.

Guerra fria



http://www.youtube.com/watch?v=3pK3VYzw85g

Após a II Guerra Mundial, os Estados Unidos da América eram o país capitalista mais rico do mundo, porém se sentia ameaçado pela segunda maior potência mundial e militar do planeta, a URSS, que era socialista, e essa diferença entre os dois sistemas(capitalista e socialista) foi o que provocou a rivalidade entre esses países e seus aliados.
Esse período de rivalidade entre a URSS e os EUA, recebeu o nome de guerra fria, pois era uma guerra sem batalhas, eles apenas se ameaçavam, mas caso houvesse realmente a guerra, os dois países estavam correndo atrás de fabricar armamentos bélicos mais modernos, fato que ficou conhecido como corrida armamentista.
Mas eles nunca chegaram a se enfrentar diretamente, era sempre por meio de pequenas batalhas em países menores, cada um apoiando um dos lados rivais, como a guerra da Coréia por exemplo, e enquanto isso estava cada um do seu lado tentando fazer a sua economia crescer, para mostrar que era melhor que o seu rival.
Nos EUA até os criadores de histórias em quadrinho colocavam os super-heróis com as roupas nas cores de sua bandeira e os socialistas como os vilões. Já na URSS se dava o contrário, os americanos é que se tornavam os vilões.
Nessa guerra, como acabamos de ver, valia de tudo, desde ameaças até se envolver em pequenas batalhas, mas não parava por ai, eles chegaram a fazer uma corrida espacial e os EUA anunciou a Doutrina Truman, aonde surgise um governo de direita que prejudicasse as empresas norte americanas eles interviriam diretamente para derrubar esse governo, inclusive usando armas.
Considerando as posibilidades de haver uma nova guerra mundial, os EUA e o Canadá, junto com a maioria dos países da Europa Ocidental, criaram a OTAN(organização do tratado do atlântico norte) e uniram suas forças militares para se prepararem para atacar o leste europeu.
Para não ficar para traz, a URSS e seus aliados criaram o pacto de Varsóvia, que unia as forças militares da Europa Oriental.
Os EUA também criaram o plano Marshall, um projeto que propunha a ajuda econômica aos países da Europa Ocidental que sofreram com a segunda gerra, só para, de certa forma, calar a boca dos socialistas que diziam que o capitalismo era culpado pela miséria.
Dentro de Berlim foi construído também um muro, que separava a parte capitalista da socialista, mas que só veremos em outro tópico durante o blog.
Logo após o término da segunda guerra houve a conferência de Yalta, onde ficou acordado a divisão do mundo em áreas de influência. cada parte do planeta ficaria sob o controle de uma das super-potências, sem poder uma interferir na área da outra.
também teve o marcantismo, na qual qualquer pessoa que tivesse opiniões políticas de esquerda poderia ser presa e até condenada à morte nos EUA. Era uma especie de "caça as bruxa".
Até que chegou na coexistência pacifica, época na qual foi baseada o eu não gosto de você, mas vou te aceitar porque um guerra entre nossos países pode acabar com o mundo, foi aceita e então reduziram a produção de armas bélicas, para poder " salvar o planeta" de uma grande destruição, podendo causar até o fim do mundo.
Mas por volta dos anos 80 a quase cordialidade foi abandonada e os EUA voltaram com tudo na produção de armas de guerra, eles queriam com isso destruir economicamente a URSS, e conseguiram.
Gorbatchev saiu do seu cargo de "diretor" e entrou Boris Yeltsin, que acabou com a URSS e rotornou ao capitalismo em 1991.
Os EUA, para variar, venceu mais uma vez, tornando-se a única super-potência mundial novamente.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Construção do muro de Berlim!



Em 13 de Outubro de 1961, guardas da República Democrática Alemã (RDA)começaram a fechar, com arame farpado e concreto, a fronteira que ligava as partes ocidental e oriental de Berlim. O tráfego de trens entre Berlim ocidental e oriental foi suspenso.
Essa situação só ficou clara no dia seguinte, quando o RDA deu início à construção do muro que separaria Berlim entre duas partes, impedindo o acesso de 16 milhões de alemãs ao Ocidente. "A fronteira em que nos encontramos, com a arma nas mãos, não é apenas uma fronteira entre um país e outro. É a fronteira entre o passado e o presente", interpretação ideológica do governo alemão oriental.
Ao total foram erguidos 155 quilômetros de separação. O lado ocidental era onde se concentrava a Alemanha capitalista e o oriental era o lado onde estava a Alemanha socialista. Essa divisão entre mundo socialista e capitalista fez com que muitas pessoas se separassem, inclusive famílias.
Para os capitalistas, esse fato era a representação que dividia a democracia do totaliarismo(que era representado pelos comunistas); já para os socialistas, representava a separação entre a justiça social e exploração do homem pelo capital.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Movimento Hippie


Surgido por volta dos anos 60 nos EUA, o movimento hippie era composto pela juventude rica e escolarizada que recusava as injustiças e desigualdades da sociedade americana e que defendia os valores da natureza. Eles eram contra toda e qualquer tipo de guerra, inclusive a que estava acontecendo no seu país na época, a guerra do Vietnã.
Os hippies chamavam muita atenção pelo seu estilo único de se vestirem com roupas coloridas, túnicas, sandálias, cabelos compridos e tendo a flor como um dos seus símbolos. Esse movimento era feito a base de paz e amor, que era pelo que eles lutavam, também o amor-livre ,tendo então liberdade no sexo.
Eles também consideravam o uso das drogas uma coisa boa, pois fazia com que a mente se abrisse.A música pop e a música rock,escrita sob o efeito de drogas e ouvida nas mesmas circuntâncias, com os seus ritmos frenéticos, constituiram um meio poderoso para expressão da filosofia hippie. Julgava-se que a música tinha um efeito libertador da mente.
Os hippies compartilhavam de tudo, desde comida até o seu próprio companheiro e eles apreciavam a filosofia oriental, uma mistura de não-violência com a religiao hindu.
A palavra de ordem que melhor resume este sentimento foi a famosa "Make Love Not War".(faça amor, não a guerra). Esse movimento foi muito influenciado por bandas de rock como The Beatles, Raul Seixas, entre outros tão conhecidos.
Eles se comunicavam por gírias que eles mesmos inventaram e que algumas até hoje sobrevivem como por exemplo:
# Barra - Dificuldade
# Bicho - Amigo
# Parada - Negócio
#Coroa - pessoa não-jovem (mais de 30 anos)
#Fazer a cabeça - mudar a cabeça de alguém
# Cara - pessoa, usado para mulheres e homens
# Sacar - entender
# Pô - Exclamação de contrariedade
# Meu - pessoa, tchê, cara
entre outras, porém a maioria das gírias hippies já estão ultrapassadas.
Mas no final dos anos 60 a repressão ganhou. No Brasil por exemplo foi declarado o AI 5, que proiibia qualquer maniferstação. Uma frase de John Lennon após o fim dos Beatles sintetiza bem isso: O sonho acabou. Mas até os dias de hoje ainda se tem indícios de hippies, porém mais reprimidos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Guernica


Símbolo da bárbarie militar, a destruição há 70 anos na Espanha do pequeno povoado basco de Guernica (Guernika, em euskera, dialeto basco) pela força aérea nazista, continua gerando polêmica neste início de século XXI. O acontecimento inspirou a obra-prima homônima do pintor Pablo Picasso.
No dia 26 de abril de 1937, o povoado de 6.000 habitantes foi bombardeado pelos aviões da Legião Condor da aviação alemã, em apoio às forças nacionalistas do general Francisco Franco, meses após o início da Guerra Civil espanhola (1936-39).
O bombardeio às cegas, ao cair da tarde, provocou incêndios que destruíram três quartos da cidade e deixou centenas de mortos. Foi assim que Guernica, base histórica do nacionalismo basco que queria derrubar Franco, se converteu na primeira cidade da história destruída por um ataque aéreo direcionado contra alvos civis.
Os nacionalistas acusaram imediatamente as forças republicanas de ter incendiado a cidade, argumento de propaganda durante muito tempo repetido pelos meios de comunicação e círculos conservadores da Europa.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

The Bostas


Olá! aqui quem "fala" é: Antônio Lira, Clara Arraes, Jéssica Leão, Juliana Larissa, Maria Lara,Mateus Galindo e Zé Roberto. Escute... estamos aqui por livre e espontânea pressão a mando de Albino Dantas, professor de História Geral da Escola Mater Christi. O nosso objetivo é falar sobre História Geral se concentrando na História Contemporânea nos anos 60.
Nosso grupo foi denominado de the Bostas em homenagem aos grupo de rock The Beatles.
Esperamos conseguir no mínimo 10 e no máximo, 10.
Obrigado por nada.
beijos.